This is a portuguese translation of the original article published in The Starry Cave, entitled Gently with Grace. If you are an english reader, please click here to visit the author's blog and read the original text.
Gentilmente, com Graça
“Se você não sabe qual caminho tomar, tome o caminho da gentileza”.
Ifasotito Osowale Agbefayelele
Gentilmente devemos abordar a jornada humana para que possamos andar graciosamente no mundo. Ser gentil implica pelo vernáculo ser amável, mas mesmo que amabilidade seja uma coisa boa ser gentil encerra outras virtudes. A gentileza fala da liberdade, de se estar livre do ódio e da violência. A palavra gentil é originada do latim gentilis, que significa união a uma família nobre. O mesmo termo — ‘gentil’ — foi então utilizado como um termo pejorativo para cidadãos não-cristãos nas comunidades cristãs européias e foi assimilado muitas vezes com o termo ‘pagão’. A partir do século XII ele foi utilizado como um adjetivo para descrever alguém de boa linhagem, uma pessoa nobre de maneiras finas e temperamento calmo, mas também de não-cristãos habitantes das regiões rurais, as pessoas de velhos costumes. No século XVII este termo foi largamente utilizado como uma referência a homens de temperamento gentil.
A idéia de um cavalheiro atualmente tem a virtude da honra, de ser lento à raiva, e de possuir alguma forma de refinamento que é experientada como uma presença agradável. Ser gentil significa ser cortês e verdadeiro. Uma pessoa gentil é alguém que possuí claridade de mente e alma, mas não permite que isso torne a língua estúpida em relutância covarde quando a clareza deve ser dita…
Ser gentil não só significa estar em conformidade com tudo — trata-se também de estabelecer limites para empenhar-se em não ofender — pois aquele que é gentil sempre terá uma sensibilidade de domínio e colocação, uma segurança do Self e identidade. Meu veneno pode ser seu remédio e seu amigo pode ser meu inimigo. A pessoa gentil perceberá estas finas linhas, pois o rude e o bruto são insensíveis e eles se envenenarão em inimizade, a inimizade com o mundo e com eles próprios.
O mundo é um mercado e igualmente um jardim. É um lugar onde encontramos a fortuna e estrelas auspiciosas. É um lugar onde podemos nos afundar em beleza e perceber toda nossa abundância. Uma pessoa gentil sempre terá esta experiência do mundo como um lugar de beleza e transação. A beleza sempre servirá como uma lembrança da bondade inerente no mundo e na alma. Beleza é um estado onde ainda podemos contar nossas bênçãos e encontrar reorientação. Pois quando estamos no coração da beleza estamos no coração da Verdade e nestes momentos tocamos nossa essência divina. Estes momentos são importantes; pois é aqui no belo núcleo da verdade que encontramos o néctar que nos permite abordar o mundo como um mercado de transação no espírito de interesse.
Abordar o mundo com interesse significa abordar o mundo como possibilidades e situações sem julgamento. Quando julgamos uma situação causada por nós mesmos ou pelos outros, como desagradável, inútil ou fútil — imediatamente erigimos portas e fronteiras, limitações e restrições sobre nós mesmos. Confirmamos a determinadas categorias e etiquetas, às silenciosas regras e normas sociais às quais nossas almas se rebelam contra. Ao mesmo tempo, falhamos em não ver a grandiosa paisagem, como tudo faz sentido se nosso horizonte é suficientemente grande.
O gentil vive em rios de transformação, firmemente ancorado em alguns pilares seguros de definição, pois o gentil conhece os estados fluídos do mundo e do self e a cada vez que ele ou ela se perde nesta experiência, o Self é enriquecido e nisto um conhecimento maior é encontrado. Perca-se para se encontrar. Perca-se na dança, no amor, no prazer, no interesse... acumulação será parte sua, pois o espelho da alma cresce mais claro na lembrança constante de que a Morte encontra a todos nós...
A pessoa gentil terá uma visão clara de suas estrelas e daimons, do compasso que roda e gira, mas o gentil sempre saberá/conhecerá seu norte e prego [N.T.: Polaris]. Esta segurança, esta âncora estelar é o pólo da paz, livre de confusão, intriga e tormento. É o olho no tornado, para onde olhamos para nós mesmos. É o memento mori que nos impulsiona para a gentileza e interesse na vida. É Bawon Samedi dizendo-lhe que você já está morto, ainda que não enterrado. Então, sê fiel à tua estrela, sê gentil e mergulha na vida da cabeça aos pés, sem discriminação!
Se você é uma pessoa gentil, isso significa que você busca abordar o mundo de forma que afirme sua sorte ao aceitar a sorte dos outros. Desta forma, você buscará entender a forma desta teia de transação e você entrará nela gentilmente. Você não será seduzido por aqueles que abordam o mundo com glutonaria e tomam o que pertence aos outros, e buscam ser alguém que eles não são. Estas ocorrências servirão apenas como marcas do caminho e sinais. E é o espírito de transação e transformação em jogo sem julgamento envolvido. Desta forma podemos perseguir nossa própria boa fortuna, e então podemos caminhar pelo mundo, seja ele um jardim ou um mercado, graciosamente... como reis e rainhas — ou como fantoches e pedintes...
Ifasotito Osowale Agbefayelele
Gentilmente devemos abordar a jornada humana para que possamos andar graciosamente no mundo. Ser gentil implica pelo vernáculo ser amável, mas mesmo que amabilidade seja uma coisa boa ser gentil encerra outras virtudes. A gentileza fala da liberdade, de se estar livre do ódio e da violência. A palavra gentil é originada do latim gentilis, que significa união a uma família nobre. O mesmo termo — ‘gentil’ — foi então utilizado como um termo pejorativo para cidadãos não-cristãos nas comunidades cristãs européias e foi assimilado muitas vezes com o termo ‘pagão’. A partir do século XII ele foi utilizado como um adjetivo para descrever alguém de boa linhagem, uma pessoa nobre de maneiras finas e temperamento calmo, mas também de não-cristãos habitantes das regiões rurais, as pessoas de velhos costumes. No século XVII este termo foi largamente utilizado como uma referência a homens de temperamento gentil.
A idéia de um cavalheiro atualmente tem a virtude da honra, de ser lento à raiva, e de possuir alguma forma de refinamento que é experientada como uma presença agradável. Ser gentil significa ser cortês e verdadeiro. Uma pessoa gentil é alguém que possuí claridade de mente e alma, mas não permite que isso torne a língua estúpida em relutância covarde quando a clareza deve ser dita…
Ser gentil não só significa estar em conformidade com tudo — trata-se também de estabelecer limites para empenhar-se em não ofender — pois aquele que é gentil sempre terá uma sensibilidade de domínio e colocação, uma segurança do Self e identidade. Meu veneno pode ser seu remédio e seu amigo pode ser meu inimigo. A pessoa gentil perceberá estas finas linhas, pois o rude e o bruto são insensíveis e eles se envenenarão em inimizade, a inimizade com o mundo e com eles próprios.
O mundo é um mercado e igualmente um jardim. É um lugar onde encontramos a fortuna e estrelas auspiciosas. É um lugar onde podemos nos afundar em beleza e perceber toda nossa abundância. Uma pessoa gentil sempre terá esta experiência do mundo como um lugar de beleza e transação. A beleza sempre servirá como uma lembrança da bondade inerente no mundo e na alma. Beleza é um estado onde ainda podemos contar nossas bênçãos e encontrar reorientação. Pois quando estamos no coração da beleza estamos no coração da Verdade e nestes momentos tocamos nossa essência divina. Estes momentos são importantes; pois é aqui no belo núcleo da verdade que encontramos o néctar que nos permite abordar o mundo como um mercado de transação no espírito de interesse.
Abordar o mundo com interesse significa abordar o mundo como possibilidades e situações sem julgamento. Quando julgamos uma situação causada por nós mesmos ou pelos outros, como desagradável, inútil ou fútil — imediatamente erigimos portas e fronteiras, limitações e restrições sobre nós mesmos. Confirmamos a determinadas categorias e etiquetas, às silenciosas regras e normas sociais às quais nossas almas se rebelam contra. Ao mesmo tempo, falhamos em não ver a grandiosa paisagem, como tudo faz sentido se nosso horizonte é suficientemente grande.
O gentil vive em rios de transformação, firmemente ancorado em alguns pilares seguros de definição, pois o gentil conhece os estados fluídos do mundo e do self e a cada vez que ele ou ela se perde nesta experiência, o Self é enriquecido e nisto um conhecimento maior é encontrado. Perca-se para se encontrar. Perca-se na dança, no amor, no prazer, no interesse... acumulação será parte sua, pois o espelho da alma cresce mais claro na lembrança constante de que a Morte encontra a todos nós...
A pessoa gentil terá uma visão clara de suas estrelas e daimons, do compasso que roda e gira, mas o gentil sempre saberá/conhecerá seu norte e prego [N.T.: Polaris]. Esta segurança, esta âncora estelar é o pólo da paz, livre de confusão, intriga e tormento. É o olho no tornado, para onde olhamos para nós mesmos. É o memento mori que nos impulsiona para a gentileza e interesse na vida. É Bawon Samedi dizendo-lhe que você já está morto, ainda que não enterrado. Então, sê fiel à tua estrela, sê gentil e mergulha na vida da cabeça aos pés, sem discriminação!
Se você é uma pessoa gentil, isso significa que você busca abordar o mundo de forma que afirme sua sorte ao aceitar a sorte dos outros. Desta forma, você buscará entender a forma desta teia de transação e você entrará nela gentilmente. Você não será seduzido por aqueles que abordam o mundo com glutonaria e tomam o que pertence aos outros, e buscam ser alguém que eles não são. Estas ocorrências servirão apenas como marcas do caminho e sinais. E é o espírito de transação e transformação em jogo sem julgamento envolvido. Desta forma podemos perseguir nossa própria boa fortuna, e então podemos caminhar pelo mundo, seja ele um jardim ou um mercado, graciosamente... como reis e rainhas — ou como fantoches e pedintes...
Como o Ifà odù mèjí Èjì Ogbè diz:
K’á má fi kánjúkánjú j’ayé
K’á má fi wàràwàrà n’okùn orò
Ohun a bá fi s’àgbá
K’á má fi sè’bínúBí a bá dé’bi t’ó tútù
K’´s simi-simi
K’á wò’wajú ojó lo tìtì
K’á tún bò wà r’èhin òràn wò
Nítorí àti sùn ara eni ni
Na tradução de Karenga:
Não nos envolvamos no mundo apressadamente
Não nos agarremos à corda da riqueza
Impacientemente
Aquilo que deve ser tratado com julgamento maduro
Não lidemos com isso em um estado de
Incontrolada paixão
Quando chegamos em um local fresco
Descansemos completamente
Vamos dar atenção contínua ao futuro
Vamos dar consideração profunda para a
Consequência das coisas
E isso por causa de nossa eventual morte.




